
Quando alguém da nossa família mais chegada, morre, uma parte de nós permanece com ela; assim como partes dela são características em nós. Somos parte de um sistema familiar, de uma tribo de almas. Somos parte da cura de cada um, na evolução de todos!
Perder o meu pai aos 17 foi um choque e uma perda que me levou a, mais tarde, desafio após desafio, a minha força e coragem reencontrar. Na mágoa, a minha reação foi a perda de ação e, por muitos anos, senti que me faltava algo em mim mesma. Procurava no vazio da perda dele aquilo que só em mim poderia encontrar. Porque quando a nossa alma escolhe os pais, ela escolhe o espelho do que em si já tem, seja para libertar ou potenciar. Não me foi possível voltar a ser a mesma, mas um padrão se quebrou para que um crescimento alinhado com a minha verdadeira identidade se pudesse levantar. Perdi-me para me (re)encontrar.
Os nossos ancestrais amam-nos de um amor maior do que se define num dicionário. Quando escolhemos um caminho diferente rumo à Luz, estamos a retribuir esse amor; em nós, para todos. Ancestralidade não é um loop de prisão, mas um ciclo de cura pelo coração!
(Escrita 100% Humana)
