
sê a melhor versão de ti mesmo #4


Estamos aqui para aprender, para evoluir, façamos o máximo por nos melhorar como ser e a nossa alma mais e mais alto irá voar. Não é preciso passar à frente de ninguém ou tirar algo a alguém; respeitemos e, sem prejudicar, lutemos. Há, neste mundo, o suficiente para todos e, se todos somos diferentes, para quê querer coisas iguais? O que fala mais alto ao coração daquela pessoa pode, na verdade, nada dizer ao teu… Não queiras ter de ser melhor que os outros, procura ser o melhor de ti mesmo!



Não tens de ser o melhor. Não tens de provar nada a ninguém. A sabedoria de alcançar a mestria vive na escolha de estar no seu melhor e na procura de se melhorar. No desprendimento da validação dos outros reside o orgulho de saber que se faz o melhor que se pode no momento fazer. Estamos neste mundo para alcançar a nossa melhor versão, e a nossa melhor versão existe na vivência diária com o amor-próprio no coração.

Viver é uma oportunidade maravilhosa para o nosso ser crescer. Aprender a sentir e a gerir as emoções, aprender qual a escolha certa e desenvolver conhecimento quando a escolha é a errada. E se a Escuridão a mim um dia tanto governou foi porque eu deixei, e se a Sombra em mim reinou foi a experiência de saber o que é desse lado estar, a chance de evoluir para melhor com aquilo que vi o certo para mim não ser. Escolher o errado é, por vezes, a escolha certa, pois é preciso perder-se para se encontrar. Nada é por acaso, nada é só por ser ou existe só por existir.

Quando, por nós, uma escolha num momento é feita, a sua essência terá repercussões no nosso amanhã. Escolhermos avançar ou teimar em não evoluir leva-nos a uma maior consciência ou a um passo mais em direção ao escuro da ignorância. Um sim ou um não, um ir ou ficar, um querer ou fazer, toda a ação ou inação tem uma consequência; compete ao nosso ser o poder de existir pelo melhor, de encontrar e manter a mente, o espírito, o corpo e o coração felizes.
Quem na nossa vida é responsável por criar se não nós próprios? Somos o autor da obra-prima que é a nossa vida. Somos nós, através das nossas escolhas, quem decide como nos será esta nossa existência.

É impossível saber o que o destino nos reserva, mas é possível reservar o próprio destino. Cada dia presente é um passo em direção ao futuro, alicerçado num passado já vivido; o tempo está ligado a si mesmo. Cada um de nós segura automaticamente as rédeas da sua existência, guiando-a, ou não, para a próxima etapa do percurso da ascensão. A decisão que tomamos no aqui e agora influenciará as experiências do nosso futuro.

Quem para além de nós pode ser responsabilizado pela tomada de uma atitude em qualquer um dos momentos da nossa vida? Quem toma a decisão de fazer as coisas por si ou dar aos outros todo o poder?
As escolhas quem as faz somos nós; mesmo quando não as fazemos, fazemo-las. Se não tomarmos para nós o nosso poder, qualquer outro ser terá poder sobre nós.

Como que entrelaçado, o caminho que é a vida flutua em direções mais do que diversas. As experiências que vivenciamos provêem das escolhas que fazemos. É em nós, no interior de nós próprios, que jaz a responsabilidade de como a nossa vida é criada. As decisões que tomamos são as curvas com que construímos a estrada da nossa experiência neste mundo físico.

A vida é a maior dos professores, mas cabe-nos a nós aprender e interiorizar as suas lições. A aprendizagem pode ser dura, mas o conhecimento vale a pena o sofrimento. A vida prepara surpresas e, com o passar do tempo, ver-nos-emos a encontrar a sabedoria que agora, na verdade, nem sonhamos que nos faz falta. Como poderíamos nós ver a luz se a sombra nunca nos preenchesse?

Aprender – ou melhor, evoluir – é a principal missão que temos ao chegarmos a este planeta; a nossa alma não poderá crescer e expurgar-se se continuarmos continuamente a bater na mesma tecla. É através das escolhas que fazemos que o futuro toma forma; quanto mais aprendemos, menos probabilidades há de voltar a cair no mesmo buraco.


O destino de alguém é o seu caminho de vida, a conspiração para a realização do seu propósito de vida; a lição que é a chave da evolução do seu ser espiritual de encontro à chama imensa do seu Eu Superior. A vida pode ser uma estrada com diferentes cortes, para escolha de cada um, mas o destino da viagem é sempre o mesmo. Evoluir é o motivo de aqui estarmos e, quando vem a nós a paragem final, cabe-nos aumentar – ou não – a bela bagagem com que lá chegamos.

Dizem que há desígnios do destino a reger-nos a existência, se não, porque sofrer se não há recompensa? Existem passagens na nossa vida que só queremos esquecer, que queríamos até que fossem mentira mas, disse alguém, nada acontece por acaso. Cada momento é único, mas nem todos os momentos são um só; aquilo que fazemos hoje pode condicionar-nos até ao último dos nossos dias. No entanto, aquilo que mais magoa é sabermos que não há nada no mundo capaz de emendar o que nunca foi feito…
