Saudade, pai!…
Amo-te tanto, dói-me o coração por saber não te conseguir ver. Quisera olhar o teu rosto novamente, ouvir a tua voz mais uma vez. A tua morte levou-me da alma a alegria de saber o que é estar segura, e de que o mundo não me pode fazer mal. Pudesse voltar atrás no tempo e dizer-te o tudo o que significaste e ainda significas para mim. Por que é que, quando aqui estavas, guardei sempre para depois para te dizer que te amo, o quanto gosto de ti?
Sei que agora sabes que, apesar de estar sempre a resmungar contigo, tal não queria dizer que não gostava de ti; apenas ainda não tinha crescido e aprendido o suficiente para não desperdiçar aquele tempo que, ao passar, já não volta mais. Culpei-me por isso, apeguei-me à escuridão, mas tudo isso passou; agora sei que estás bem. Aí, no sítio onde descansam as almas, sei que ainda te preocupas, mas também que o sofrimento que tanto te atormentava a ti já não toca. Sê feliz, eu estou a tentar fazer o mesmo.
Pai, tenho saudades tuas; imensas, infinitas. O quanto não daria eu neste momento por um abraço teu. No entanto, ao longo destes últimos anos, aprendi a esperar, a acreditar, e ninguém leva de mim a certeza de que juntos iremos um dia novamente estar. Espero que, apesar de tudo de menos bom que fiz depois da tua partida, na minha luta por me reencontrar, ainda se encontre em ti o orgulho que aqui tinhas por mim pois, da minha parte, o meu orgulho não podia ser maior de te chamar a ti meu pai. Amo-te!
Da tua filha, com Amor,
Paula
❤️😇❤️

